... E do alto da torre
acenei com os olhos marejados, certa de que o amor havia partido e deixado
comigo o tão famoso “pote até aqui de mágoas”, do grande Chico, e que daquele
momento em diante o mundo teria outro prisma, quando olhado por meus olhos.
Tentei descer da torre; não
consegui! As escadas pareciam mais longas (acho que isso acontece em todo
recomeço). Fechei os olhos para não ver a altura da queda e... pulei! Pulei para
o desconhecido, para a vida que estava pra viver, para juntar os cacos do
coração; este foi o único que quebrou... quebrou como uma louça de cristal
lavada por uma cozinheira distraída. E os pedaços, de tão pequenos, foram
entrando pela corrente sanguínea. Sim... esta é a única explicação para tanta
dor. Não há medico que possa dar laudo desta doença, somente um poeta...
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